9 dúvidas sobre a FIV que serão respondidas em sua consulta no Pró-Fiv

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A Fertilização in Vitro (FIV) é um dos tratamentos de Reprodução Assistida mais realizados e eficazes atualmente. No entanto, mesmo se tratando de um procedimento com grande procura e adesão, ainda existem muitas dúvidas relacionadas ao assunto.

Para te ajudar a solucioná-las, reunimos 9 questões sobre a FIV que serão respondidas durante a sua consulta no Pró-Fiv. Assim, você pode preparar novas perguntas e tirar qualquer dúvida restante durante o atendimento. Confira!

1. O que é fertilização in vitro?

A Fertilização in Vitro (FIV) é um tratamento em que espermatozoide e óvulos são combinados em um laboratório, resultando em embriões avaliados e, um ou mais, são inseridos no útero da mulher. A FIV é que envolve tecnologia de maior complexidade dentre os tratamentos de reprodução assistida. 

O método foi feito de maneira bem sucedida pela primeira vez na Inglaterra, em 1978. Hoje em dia, a FIV se desenvolveu e tornou-se um procedimento eficiente para as mais diversas causas de infertilidade, para pacientes oncológicos e também para casais homoafetivos.

2. Qual a indicação para a fertilização in vitro?

A principal indicação para a realização da FIV é para casais com problemas de fertilidade, que não conseguiram desenvolver uma gestação naturalmente. Além disso, o tratamento é indicado para a gestação de casais homoafetivos, mulheres e homens que desejam realizar a produção independente, e também pessoas que precisaram passar por tratamento oncológico e fizeram a preservação de gametas.

3. Como é feita a FIV?

Para compreender o procedimento, é necessário entender o processo natural de concepção. 

Em uma gravidez natural, é necessário que o ovário da mulher seja capaz de responder aos estímulos hormonais produzidos pelo seu corpo e liberar um óvulo no chamado período fértil. A trompa então realiza a captação desse óvulo. Nesse período, o casal deve ter relações sexuais e os espermartozoides devem nadar desde a vagina, passando pelo útero e praticamente toda a trompa para então encontrar o óvulo e poder fecunda-lo. Após a fecundação, o desenvolvimento inicial do embrião ocorre na trompa uterina e, ao longo de 5 a 7 dias, enquanto o embrião está se desenvolvendo, a trompa deve encaminhar esse embrião de volta para o útero. Chegando dentro do útero, já no estágio chamado de blastocisto, esse embrião deve encontrar a camada interna do útero (endométrio), com espessura adequada e receptivo para que o embrião possa então grudar e gerar gravidez; 

NA FIV, o encontro do espermatozoide e do óvulo ocorre no laboratório e de uma forma otimizada. Durante a FIV, os ovários são estimulados com medicamentos para induzir o crescimento de maior quantidade de folículos . Ultrassons endovaginais e exames de sangue feitos durante esse tempo ajudam a determinar a época ideal de coleta dos óvulos.

A coleta dos óvulos é feita através de punção ovariana: será aplicada uma anestesia (sedação) e através de um ultrassom endovaginal, são identificados os folículos. Com uma agulha fina acoplada à sonda do ultrassom endovaginal, é furado o fundo da vagina e acessados os ovários. Assim a agulha aspira os folículos recolhendo o líquido folicular para um tubinho coletor. Esse tubo é levado ao laboratório e, através de análise no microscópio, a equipe de embriologistas identifica os óvulos e faz a contagem de quantos foram obtidos; 

A quantidade de óvulos coletados depende das características da mulher, da sua idade, reserva ovariana e resposta às medicações. 

Nesse mesmo dia no laboratório é realizada a entrada dos espermatozoides nos óvulos. Após esse processo, o óvulo fecundado é depositado em recipientes onde recebem substâncias nutritivas e são armazenados em estufas, onde é feito todo um controle de temperatura e concentração dos gases, visando fornecer um ambiente que favoreça o desenvolvimento dos embriões; 

Ao longo dos próximos dias, a equipe de embriologia realiza a monitorização e avaliação do desenvolvimento dos embriões, conforme resposta esperada para os dias de desenvolvimento. Aqueles embriões que se desenvolvem adequadamente e evoluem até estágio de blastocisto são congelados. 

Posteriormente, em uma outra etapa, o embrião ou embriões que se desenvolveram adequadamente são transferidos para dentro do útero da mulher. Essa etapa ocorre em um outro momento, após preparo da camada interna do útero da mulher, para que esteja receptiva ao embrião, aumentando a chance para que ele grude adequadamente e gere uma gravidez. 

4. Como funciona o Pró-FIV?

O Pró-FIV é um programa que oferece um procedimento acessível de Fertilização In Vitro voltado para que não poderiam arcar com os custos de um tratamento de fertilização in vitro tradicional. Continue a leitura do texto para conhecer mais sobre a Pró-FIV e como acontece a fertilização in vitro na clínica.

5. Quem o Pró-FIV atende?

O tratamento do Pró-FIV é indicado para mulheres com obstrução das trompas, dificuldade de ovulação (ovários policísticos) e falhas em tratamentos anteriores de baixa complexidade; homens com suspeita de infertilidade; e casais ou mulheres solteiras que já realizaram tratamentos de reprodução assistida de baixa complexidade sem sucesso ou possuem indicação médica de fertilização in vitro.

6. Quantos embriões são implantados no útero?

O número de embriões implantados no útero costuma variar de um caso para outro. De forma geral, a escolha da quantidade adequada para o procedimento envolve a idade da mulher.
Em mulheres com até 35 anos, os especialistas podem transferir até dois embriões em uma única vez. Já acima dos 35, considerando que a taxa de sucesso diminui devido à idade, pode ser realizada a transferência de até três embriões em simultâneo.

7. Quanto tempo demora o tratamento?

A etapa do estímulo ovariano, ultrassons para avaliação e crescimento dos folículos e retirada dos óvulos demora cerca de 14 dias em média. A fase laboratorial em que se observa o desenvolvimento dos embriões leva cerca de 5 a 6 dias.

A etapa de transferência do embrião pode variar de acordo com cada casal. O preparo da camada interna do útero (endométrio) pode se iniciar tão logo a mulher sangra após a coleta dos óvulos ou pode ser necessário um preparo medicamentoso por cerca de 40 dias antes de começar o estímulo do endométrio. 

Entre começar os medicamentos para estimular o crescimento do endométrio e transferir os embriões são em torno de 20 dias. 

Cerca de 9-10 dias após a transferência dos embriões, é realizado o primeiro exame de gravidez. 

8. Existem efeitos colaterais?

Como o tratamento depende da estimulação ovariana controlada, os folículos aumentam de tamanho e o nível do hormônio estradiol sobe. Isso pode causar alguns efeitos, como, por exemplo: inchaço, ganho de peso (não gordura), mudanças de humor e de apetite, dor de cabeça e desconforto abdominal.

Em casos mais raros, é possível ocorrer sangramentos, infecções ou trombose. O ganho de peso está relacionado à retenção de líquidos e é transitório. Como o processo dura poucos dias, após o período mais intenso da estimulação ovariana, os sintomas melhoram.

9. Quais são as chances de sucesso?

A chance de sucesso da FIV depende de uma série de fatores, sendo o principal deles a idade da tentante. Além dele, também são considerados fatores de influência a reserva ovariana, alterações genéticas no casal e qualidade do sêmen. De maneira geral, a chance de sucesso na FIV é de 40%, chegando a mais de 60% em pacientes jovens.

Agora você já conhece as principais dúvidas sobre a FIV que serão respondidas durante sua consulta na Pró-FIV. Durante seu atendimento, tenha tranquilidade e esclareça todas as questões relacionadas ao assunto. Afinal, nossa equipe especializada é altamente qualificada para oferecer o melhor tratamento, que inclui o esclarecimento de dúvidas antes dos procedimentos.

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Equipe Médica Revisora do Texto

Dra. Hérica Mendonça, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.

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