Quanto tempo dura o tratamento de Fertilização in Vitro?

A infertilidade é uma questão de saúde que atinge cerca de 15% da população mundial. Para solucionar este problema, o tratamento de Fertilização In Vitro tem sido um dos mais escolhidos pelos casais, por ser um procedimento de reprodução assistida completo e com altas chances de sucesso.

Se você e seu parceiro ou parceira estão pensando em iniciar o processo da FIV, uma das possíveis dúvidas é em relação à duração do tratamento. Continue lendo para tirar todas as dúvidas e saber quanto tempo dura, em média, a Fertilização In Vitro:

 

Quanto tempo dura o tratamento?

Em média, o tratamento de Fertilização In Vitro dura entre 15 e 30 dias. No entanto, este tempo serve apenas como norteador para os casais que desejam iniciar o tratamento, pois vários fatores podem alterá-lo.

É preciso ter em mente que não existe um tempo mínimo e máximo para a realização do tratamento da FIV. Cada caso de infertilidade é diferente e possui suas particularidades – por isso, o tempo pode variar de paciente para paciente, e os profissionais envolvidos são preparados para realizar os procedimentos de maneira cautelosa, segura e com maiores chances de sucesso.

Cada organismo irá reagir de maneira diferente às diferentes etapas do tratamento. O importante é não se pressionar a fazer os procedimentos o quanto antes e contar com apoio psicológico para conter a ansiedade e realizar a Fertilização com o máximo de tranquilidade possível.

 

Como organizar meu tempo para a Fertilização In Vitro?

O tempo estimado de 15 a 30 dias pode parecer curto para alguns casais e muito longo para outros. Por isso, é fundamental buscar conciliar a rotina pessoal e profissional ao tratamento antes mesmo dele ser iniciado.

Muitos casais optam por consultas e exames em horários alternativos – como aos fins de semana ou na hora do almoço. Assim, a rotina durante a semana não sofre grandes alterações e é possível passar por todo o tratamento de maneira discreta. Embora alguns exames e consultas possam ser realizados no sábado, início ou final do dia, durante a indução são necessários 4 a 5 visitas à clínica, para realização de ultrassom e dosagens hormonais a cada 2 a 3 dias até a programação da punção ovariana.

No entanto, caso seja necessário, o indicado é negociar com o local de trabalho os dias e horários em que será necessário estar ausente. Como a infertilidade é um problema de saúde reconhecida pela OMS, o profissional responsável pode emitir atestado médico que justifique a ausência ou a necessidade de repouso pela paciente que estiver realizando o tratamento de Fertilização In Vitro.

 

Etapas da Fertilização In Vitro

A Fertilização In Vitro é um processo completo, que não se resume apenas à fecundação dos óvulos em laboratório. Alguns procedimentos dependem da conclusão de outros para poderem ser realizados, e é importante respeitar o tempo de cada um para garantir a segurança e a eficácia da FIV.

De maneira geral, a Fertilização In Vitro pode ser dividida em 5 etapas, que começam a contar a partir da realização de consulta e avaliação pelo médico especialista. São elas:

  •    Estimulação ovariana (9 a 12 dias)
  •    Punção folicular e coleta de espermatozoides em laboratório (1 dia)
  •    Cultivo embrionário (1 a 6 dias)
  •    Transferência embrionária (1 a 6 dias após ao punção)
  •    Período de espera (betaespera) e teste de gravidez (até 15 dias após a punção ovariana)

Durante o tratamento, a paciente será submetida a uma série de exames, ultrassonografias e ao uso de medicamentos que irão estimular a produção de óvulos saudáveis para a concepção da gravidez in vitro. Por isso, o tempo de duração de cada uma das etapas acima pode variar de acordo com a resposta do organismo ao tratamento.

 

E se demorar mais do que isso?

Sempre que a ansiedade ou a insegurança baterem, é fundamental lembrar que o casal estará sendo atendido por uma equipe competente e preparada para tratar todos os tipos de infertilidade. Converse com seu médico a respeito da duração e da condução do tratamento, mas não se esqueça que tudo está sendo feito da maneira mais segura e respeitosa ao corpo dos pacientes.

Se for necessário ou aplicável, as etapas podem ser adaptadas e a abordagem clínica modificada.

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Equipe Médica Revisora do Texto

Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.

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