Entenda a probabilidade de sucesso da FIV

sucesso-da-fiv

O tratamento de fertilização in vitro (FIV) é a opção que muitos casais, com problemas de fertilidade, e casais homoafetivos encontram para realizar o sonho de serem pais. Porém, uma grande insegurança ao escolherem esse procedimento de reprodução assistida é em relação às chances de sucesso do tratamento. 

Você sabe quais fatores influenciam para o aumento ou redução da probabilidade de um resultado positivo de gravidez pela fertilização in vitro? Confira nosso artigo e aprenda mais sobre o assunto.  

Idade da mulher 

A idade da mulher está diretamente relacionada com a chance de que a fertilização in vitro resulte em uma gravidez, pois a quantidade e a qualidade dos óvulos diminui na medida que a mulher se aproxima da menopausa (última menstruação). 

Um casal sem nenhum problema de fertilidade, onde a mulher tem menos de 35 anos, tem 20% de chances de engravidar naturalmente todo mês, em cada ciclo menstrual. Na FIV, essa porcentagem aumenta para 50%, por ciclo de tratamento.  

Em mulheres entre 35 e 40 anos de idade, as chances de sucesso da FIV são de 30 a 40%, depois dos 42 anos, entretanto, a probabilidade reduz para 10%. Em casos onde a fertilização in vitro é feita através da doação de óvulos, leva-se em consideração a idade da doadora. 

Quantidade de óvulos

Ter uma quantidade maior de óvulos saudáveis ajuda a aumentar as chances de gravidez na FIV, por isso a etapa da estimulação ovariana é tão importante. Durante esta etapa, que dura cerca de 10 a 15 dias, a paciente tem que aplicar hormônios diariamente, os quais estimulam a maturação dos óvulos. 

O médico realiza ultrassons periodicamente para acompanhar o crescimento dos folículos e determinar o melhor momento da coleta, que acontece por meio da aspiração dos ovários.

Alguns recursos podem aumentar o número de óvulos coletados como a estimulação com gonadotrofinas (FSH e LH) urinárias ou recombinantes ou em associação; uso de androgênios (testosterona e DHEA) na fase de recrutamento folicular; esquema de dual trigger (duplo disparo da ovulação com hCG e agonistas GnRH); e utilização do protocolo DuoStim (estimulação da ovulação sequencial, na fase folicular lútea, logo após coleta ovular no primeiro ciclo de tratamento).

Esses processos podem ajudar na eficiência da FIV e é particularmente importante para mulheres mais velhas.

Preparo endometrial 

Alguns pacientes, com falhas repetidas da implantação, podem se beneficiar de algumas técnicas de avaliação do endométrio.

Uma delas é o teste de avaliação de receptividade endometrial, denominado ERA, sigla em inglês para o termo Endometrial Receptivity Array

Através de uma biópsia do endométrio no mesmo dia que seria realizada a transferência de embrião, o médico consegue identificar qual é o período adequado da janela de implantação da paciente, ou seja, o momento em que a espessura do endométrio aumenta, preparando o útero para uma possível gravidez.  

Existem dois métodos de avaliação endometrial, são estes: 

Rastreamento do ciclo menstrual 

No método natural, o endométrio é analisado durante o seu desenvolvimento em um ciclo menstrual natural, onde ocorre ovulação espontânea, portanto sem a estimulação dos ovários por meio de hormônios. 

Avaliação de endométrio adequado, por ultrassom, é feita no período pré ovulatório e acompanha até a ovulação. Nela, o folículo que abrigou o óvulo se transforma em corpo lúteo e excreta progesterona e estrogênio, o que deixa as paredes do endométrio mais espessas e auxilia na fixação do embrião. Por isso é indicado que o processo de implantação do embrião seja realizado nesse período.

Estimulo Hormonal 

Neste método, o endométrio é observado sob a ação dos hormônios estradiol e progesterona. No início do ciclo menstrual a paciente começa a usar estradiol para aumentar a espessura do endométrio. Realiza-se ultrassonografia transvaginal 10-12 dias após início da medicação e avalia o início de uso da progesterona.

Feito isso, 5 dias depois do início do uso da progesterona, a biópsia endometrial é realizada para identificar o estado de receptividade do endométrio. 

Se, no resultado da biópsia, o endométrio estiver em condições propícias para a gravidez, entende-se que a janela de implantação acontece no período previsto, do contrário ela pode precisar se ajustada, para transferência alguns dias antes ou após previsto. 

Diagnóstico genético embrionário

O diagnóstico genético pré implantacional, também denominado biópsia embrionária, consiste em um exame realizado nos embriões, já formados, através da FIV.

Este exame permite identificar quais embriões são saudáveis (analise dos seus cromossomos) e com maior probabilidade de se desenvolverem, gerando uma gestação. O resultado dessa avaliação também ajuda na escolha de quais embriões devem ser transferidos, diminuído, assim, o número de transferências sem sucesso. 

Este exame também consegue identificar embriões que possuem alterações genéticas, importante quando é necessário investigar se, uma mutação de um gene já identificada em um familiar, também está presente no embrião.

Tal identificação permite a seleção de embriões, para transferência, que não possuem a mutação do gene familiar estudada. 

Por isso, a biópsia embrionária também é recomendada em caso de pessoas que serão submetidas a tratamento por meio de FIV e tenham histórico de doenças hereditárias na família. 

Quer saber mais?

O que você achou deste artigo? Ficou com dúvida em relação às chances de sucesso da FIV? Deixe a sua pergunta nos comentários! 

Equipe Médica Revisora do Texto

Dra. Hérica Mendonça, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.

Deixar comentários