Conheça o que é a Síndrome de Hiperestimulação Ovariana

estimulaçao-ovariana

A Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO) é uma complicação que ocorre em alguns casos de tratamento de infertilidade.

Os medicamentos utilizados nos tratamentos de infertilidade tem como objetivo estimular o crescimento dos folículos ovarianos e a produção de óvulos. No entanto, algumas mulheres podem ter uma resposta exagerada a estes medicamentos, e como consequência a chamada Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO).

Mas esta Síndrome é grave? Tem tratamento? E é possível evita-la? Neste artigo, vamos lhe ajudar a entender a SHO. Confira.

Como a hiperestimulação ovariana afeta o corpo feminino?

Na SHO, os ovários da mulher aumentam de volume e liberam substâncias que causam aumento generalizado da permeabilidade vascular, levando ao acúmulo de líquido no abdome, inchaço e dor abdominal.

O principal hormônio associado a estes efeitos nos casos de Síndrome de Hiperestimulação ovariana parece ser o hCG (gonadotrofina coriônica).

O que é HCG?


O hCG hormônio naturalmente exclusivo da gravidez, sendo inclusive utilizado para seu diagnóstico. Nos tratamentos de infertilidade, a administração de hCG exógeno (medicamento) pode realizada para amadurecer os óvulos no final da estimulação.

Assim fica mais fácil entender: a Síndrome de Hiperestimulação Ovariana pode resultar tanto do uso do hCG exógeno (medicamentos), como do hCG endógeno (aquele produzido pelo próprio corpo na gestação).

Quais os sintomas da síndrome da hiperestimulação ovariana?

Os sinais e sintomas da síndrome da hiperestimulação ovariana incluem:

  • Dor abdominal leve;
  • Distensão e desconforto abdominal;
  • Aumento do tamanho dos ovários;
  • Inchaço;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Diarreia;

Em casos mais raros, a síndrome pode se desenvolver de forma mais grave e causar:

  • Rápido aumento de peso;
  • Falta de ar e alterações respirações;
  • Alterações sanguíneas e renais.

A síndrome da hiperestimulação ovariana costuma durar cerca de uma semana, quando não houve gravidez. No entanto, quando a gravidez acontece, os sintomas podem persistir por várias semanas, uma vez que a gestação eleva os níveis de gonadotrofina coriônica (hCG).

Quais são os fatores de risco?

Mulheres que apresentam as características descritas são mais propensas a desenvolver a síndrome:

  • Síndrome dos ovários policísticos (SOP), pois a mulher já possui um grande número de folículos;
  • Menos de 30 anos de idade;
  • Peso corporal baixo, ou seja, mulheres mais magras, pois tendem a uma resposta melhor a estimulação ovariana;
  • História de SHO anterior;
  • Teste de gravidez positivo, principalmente se for uma gravidez múltipla (gêmeos).

Qual a gravidade da Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO)?

A SHO pode ser classificada como leve, moderada ou grave. Uma em cada três mulheres apresenta sintomas da síndrome leve durante a estimulação ovariana controlada para fertilização in vitro (FIV). Estes sintomas podem incluir leve inchaço abdominal, náuseas e ganho de peso devido ao acúmulo de fluidos. As mulheres com SHO moderada tipicamente têm os mesmos sintomas, mas de forma mais exacerbada.
Nos casos da SHO grave, podem ocorre sintomas como vômitos e a incapacidade de eliminar a urina (oligúria/anúria). Nestes casos, as mulheres também apresentam inchaço abdominal causando um significativo desconforto, além de falta de ar e risco de trombose venosa profunda.
Em todos os casos de Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO), os ovários são aumentados. O tamanho do ovário é um marcador do grau da SHO. Se os sintomas estão presentes, um ultrassom transvaginal ou abdominal pode ser feito para medir o tamanho do ovário e a quantidade de líquido livre na pelve.

O tratamento

O tratamento da Síndrome de Hiperestimulação Ovariana consiste em aliviar os sintomas das pacientes afetadas e prevenir complicações futuras. A SHO pode ser grave, por isso o monitoramento e a administração cuidadosos dos sintomas são importantes sempre que ocorrerem. Consultas médicas para exames de ultrassom para medir os ovários e o líquido no abdômen, além de exames de sangue, são feitos rotineiramente.
Recomenda-se a diminuição das atividades físicas e o consumo de líquidos ricos em eletrólitos (mais de 3,5 litros por dia). Medicamentos para náuseas podem ser usados. Em casos raros pode ser necessária a drenagem do fluido abdominal (paracentese), para fornecer alívio dos sintomas.

ebook-profiv

Existem outras complicações na SHO grave? Quais são elas?

Sim, algumas complicações da síndrome, apesar de raras, podem ser graves. O aumento da permeabilidade vascular pode levar, além do acúmulo de líquido no abdome, a derrame pleural (líquido entre os pulmões), hidrotórax (líquido no tórax), trombose e insuficiência renal. A desidratação também pode ocorrer.

Como prevenir a SHO e quais cuidados devo tomar?

Felizmente, com os avanços em Medicina Reprodutiva, conseguimos prevenir a ocorrência da Síndrome de Hiperestimulação Ovariana na maioria dos casos. Existem protocolos de tratamento próprios para minimizar os riscos, com uso de doses menores de medicamentos, bem como estratégias de congelamento de embriões antes da transferência.

Busque um médico

É muito importante reconhecer as pacientes em risco, e adotar as medidas necessárias para diminuir os riscos e atenuar os sintomas precocemente quando a Síndrome ocorrer. Para isso é importante procurar sempre um médico de confiança e esclarecer todas as suas dúvidas!

Quer saber mais?

Confira o nosso Blog e conheça mais dos nossos conteúdos.

Agendar Consulta

    Equipe Médica Revisora do Texto

    Dra. Hérica Mendonça, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.

    Deixar comentários