Conheça as diferentes técnicas de Fertilização in Vitro

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O tratamento de Fertilização in Vitro tem sido um procedimento cada vez mais procurado dentro das clínicas de reprodução assistida e os motivos pelos quais os pacientes não conseguem engravidar de forma natural são diversos.

Para atender às demandas diversas e aumentar as chances de sucesso do tratamento em diferentes circunstâncias, os laboratórios começaram a inovar e criar técnicas de fertilização in vitro variadas que se adequam às distintas necessidades dos pacientes.

Acompanhe o texto para conhecer e entender como funcionam as variadas técnicas que existem dentro do procedimento de FIV.

Com esta leitura você certamente descobrirá qual é o tratamento mais adequado para o seu caso e se sentirá mais seguro e confiante para continuar na busca por gerar um filho.

Como funciona o processo de Fertilização in Vitro

O processo de Fertilização in Vitro tradicional pode ser dividido em quatro etapas: estimulação ovariana, punção folicular, fecundação in vitro e transferência embrionária.

  • Estimulação ovariana

Na primeira etapa da FIV, a mulher deve tomar os medicamentos prescritos para estimular a liberação de mais óvulos em um único ciclo.

O resultado dos hormônios prescritos é acompanhado por ultrassonografias e exames de sangue.

  • Punção folicular

Na punção ou aspiração folicular os óvulos produzidos pela mulher serão extraídos de dentro dos folículos para posterior fecundação.

  • Fecundação in vitro

Nesta etapa uma amostra de sêmen recolhida por meio de masturbação e selecionada pela equipe técnica fertiliza os óvulos retirados durante a punção folicular em ambiente laboratorial.

  • Transferência embrionária

A transferência embrionária consiste na transferência dos melhores embriões obtidos na fecundação para dentro do útero da mulher.

Técnicas de Fertilização in Vitro

Dentro das etapas do processo de fertilização in vitro muitas clínicas oferecem aos pacientes a opção de incluir, alterar ou escolher entre dois ou mais procedimentos para que o tratamento atenda às necessidades de cada um.

Veja quais são as técnicas mais comuns de fertilização in vitro:

  • FIV Simplificada

A técnica de FIV simplificada é bem semelhante ao método convencional. A única diferença é que no processo de estimulação ovariana a mulher ingere uma quantidade menor de medicamentos.

Durante a Fertilização in Vitro tradicional a ingestão de medicamentos acontece da seguinte forma: primeiro a mulher ingere inibidores de ovulação e depois os hormônios que estimulam o processo.

Desta forma o médico consegue controlar melhor a produção de óvulos no ciclo menstrual em que acontecerá a FIV.

No procedimento simplificado não são prescritos os inibidores de ovulação, apenas os estimulantes em doses menores.

Esta técnica é recomendada para mulheres que não tenham problemas graves de ovulação ou a qualidade dos óvulos prejudicada.

  • FIV Homóloga

Na fertilização in vitro homóloga é utilizado o sêmen do parceiro no processo de fecundação in vitro. A técnica é ideal para casais heterossexuais em que o homem produza espermatozoides.

Na maioria dos casos em que há alterações na quantidade e velocidade dos espermatozoides produzidos, se houver sua produção, o sêmen do parceiro poderá ainda ser utilizado.

  • FIV Heteróloga

Ao contrário do que acontece no processo homólogo, na FIV heteróloga o óvulo é fecundado pelo sêmen de um doador anônimo.

O procedimento é indicado para mulheres solteiras, casais de mulheres homossexuais ou casais heterossexuais nos quais o homem seja estéril por não produzir espermatozóides.

Não necessários exames e avaliações complementares para definir se é mesmo necessário um sêmen de doador, ou se será possível tentar obter espermatozoides do parceiro pelo sêmen ou mesmo por biópsia do testículo.

  • Doação de óvulos

De maneira semelhante ao que ocorre na FIV heteróloga, nesse procedimento o óvulo fecundado não é o da mulher que receberá o embrião, mas sim de uma doadora anônima.

A doadora passa pelas etapas de estimulação ovariana e punção folicular e os óvulos gerados são doados para outra mulher, chamada de receptora.

É comum que a doadora também esteja passando pelo processo de fertilização in vitro. Nestes casos, alguns dos óvulos retirados são usados para a fecundação de seu próprio filho e outros são doados para a receptora.

A mulher que doa os óvulos deve ter no máximo 35 anos e não possuir nenhuma doença de transmissão sexual ou genética.

A recepção dos óvulos é indicada para mulheres com mais de 40 anos, menopausa precoce, falência ovariana prematura, que possuam alterações genéticas vinculadas ao óvulo ou que passaram por abortos repetidos ou falhas no tratamento.

  • Barriga de aluguel

Na técnica conhecida como barriga de aluguel ou doação temporária de útero, o embrião gerado pelo processo de fecundação é transferido para o útero de uma mulher que vai passar pelo processo de gestação do bebê e entregá-lo aos pais.

Neste procedimento, a mulher que carregou o bebê em sua barriga não é considerada sua mãe, ela estará emprestando ou alugando seu útero para gerar o filho de outro casal ou de outra mulher.

No Brasil, a doadora deve possuir algum grau de parentesco com o casal para passar por este procedimento.

O procedimento é recomendado para casais homossexuais masculinos ou quando a mulher se encaixa em um dos seguintes casos: ausência de útero; malformação uterina ou alguma alteração que impeça a gravidez; possua alguma doença que coloque em risco a sua vida durante a gravidez: doenças pulmonares, cardíacas ou renais graves; quando já houve a transferência de inúmeros embriões, mas não ocorre a gestação.

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Equipe Médica Revisora do Texto

Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.

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